Escâneres sem uso já custaram R$ 578,8 mil ao Estado

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Instalados em 14 estabelecimentos penais de Santa Catarina desde maio, os 12 escâneres corporais adquiridos pelo Estado por meio de um contrato de locação já custaram aos cofres públicos R$ 578,8 mil sem que tenham sido usados no trabalho de revistas do sistema prisional.

Os aparelhos, popularmente conhecidos como “raios X”, são capazes de detectar qualquer tipo de metal, armas, drogas, explosivos, celulares, próteses e outros objetos proibidos que possam estar escondidos em roupas e no corpo.

A Secretaria do Estado da Justiça e Cidadania, responsável pela administração das cadeias, aponta que servidores destacados para manusear os equipamentos já receberam treinamento, mas as operações não tiveram início devido à pendência de certificados da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para os funcionários.

Cada unidade é locada por R$ 23 mil, totalizando um custo mensal de R$ 276 mil. Segundo dados do Portal da Transparência do governo, a verba já empenhada no contrato com a empresa fornecedora é de R$ 1,1 milhão. Isto significa que, além dos R$ 578,8 mil já desembolsados entre junho e agosto, a previsão orçamentária reservou mais R$ 525,1 mil para o pagamento de aluguéis sem que houvesse garantia de uso dos equipamentos nas revistas.

Onde estão:

Presídio de Joinville
Penitenciária Industrial de Joinville
Penitenciária Industrial de Blumenau
Presídio de Blumenau
Penitenciária e presídio de Florianópolis (uso compartilhado)
Complexo Penitenciário do Estado (COPE)- São Pedro de Alcântara
Penitenciária e presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí  (uso compartilhado)
Penitenciária Agrícola de Chapecó
Presídio de Chapecó
Penitenciária Sul, em Criciúma
Presídio de Criciúma
Penitenciária de Curitibanos

 

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