Programa subsidia a cobertura de pomares em Santa Catarina

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Foto: Caio Marcelo

Prestes a completar um ano, o programa do governo do Estado que incentiva a cobertura de pomares de maçã, uva e frutas com caroço ainda tem baixa adesão entre os produtores catarinenses.

De dezembro do ano passado, data em que o projeto foi lançado, até agora, apenas 40 agricultores teriam aderido à iniciativa. O número representa cerca de 1,4% dos 2,8 mil filiados da Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap). A ideia é que o projeto, por ser considerado mais duradouro segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, substitua o seguro agrícola no futuro.

No programa de cobertura dos pomares, o fruticultor que optar por instalar as telas de proteção na propriedade já cultivada terá até 2,5% dos juros anuais pagos pela Secretaria de Agricultura, sendo que o teto do financiamento é de R$ 120 mil e o prazo para pagamento é de no máximo oito anos. Os custos com a instalação das estruturas, segundo o Estado, chegam a R$ 40 mil por hectare.

Mesmo com a possibilidade de um programa substituir o outro, nas contas do presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, Pierre Péres, a troca seria vantajosa.

— É uma ferramenta muito boa, principalmente para os pequenos produtores, pois eles estabilizam a produção e economizam o dinheiro do seguro. Hoje ninguém mais pode esperar a boa vontade de São Pedro. O custo da maçã é muito alto para arriscar. Na região serrana, por exemplo, considerando cerca de R$ 5,5 mil por hectare do subsídio do governo com o seguro, o custo da lavoura toda fica em torno R$ 30 mil por hectare (anualmente) — cita.

Na mesma linha da avaliação de Péres, o presidente na Amap, Rogério Pereira, pondera que o número de adesões deve aumentar até a próxima safra, já que o programa ainda é considerado recente e o público-alvo, que são os pequenos produtores, representa cerca de 50% do total de fruticultores no Estado.

— É uma tela anti-granizo que pode garantir a produtividade da safra. Então, para o produtor que tiver condições, é um ótimo negócio. Ele vai economizar com o seguro. O que pagaria anualmente pelo serviço, vai pagar praticamente a parcela da cobertura de tela, que tem vida útil de uns 15 anos — afirma Pereira.

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