Secretaria de Segurança Pública descarta nova onda de atentados

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Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Após um fim de semana violento, com ataques contra bases da Polícia Militar (PM), viaturas e casas de policiais em diferentes cidades da Grande Florianópolis, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) descarta que Santa Catarina esteja vivendo uma nova onda de atentados, como as registradas a partir de 2012 no Estado. Segundo o comando da pasta, as ações criminosas, ocorridas desde sexta-feira, tiveram como motivação represália de integrantes de uma facção catarinense contra apreensões e prisões feitas nas últimas semanas.

Mortes em confronto com a polícia, especialmente na Capital e em Tijucas, também podem ter relação com os ataques, diz a SSP. Ainda que desconsiderem se tratar de nova onda de atentados, as forças de segurança estão em estado de alerta.

Alceu de Oliveira Pinto Junior, secretário de Segurança Pública de SC, avalia que as ações da polícia “têm se concentrado em lideranças” do tráfico, e isso teria provocado a reação dos bandidos. O titular da pasta afirma que essa resposta dos criminosos “era até esperada”. Alceu diz que outros ataques da facção catarinense, previstos para terem ocorrido nos últimos dias, “foram sufocados por ações de inteligência” da polícia catarinense “com antecedência suficiente para que não acontecessem”.

Sobre a possibilidade de mortes em confronto com a polícia estarem relacionadas às causas dos últimos ataques registrados na região metropolitana de Florianópolis, já que a Capital registra 18 mortes violentas dessa natureza neste ano – três a mais do que todas as 15 mortes registradas em 2017 –, e Tijucas, com ao menos nove mortes em confronto em 2018, Alceu fala que pode haver ligação porque o foco das polícias está “nos líderes da organização criminosa”.

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