Futuro da Usina São Roque segue indefinido

0
183
Foto: Divulgação

Segue a indefinição sobre o futuro da Usina Hidrelétrica São Roque, obra que está paralisada no Rio Canoas, entre os municípios de Vargem e São José do Cerrito. Com de cerca de 80% da estrutura física executada, o empreendimento foi  paralisado em 2017, devido à crise financeira enfrentada pela Engevix, após investigações da Operação Lava Jato, apontar o envolvimento da empresa em esquema de corrupção entre empreiteiras, estatais e políticos brasileiros.

Desde então, a Engevix tem passado por um processo de reestruturação e reorganização. Entre as medidas está o uso de novo nome “Nova Engevix” e a oferta de venda da usina, devido à escassez de recursos para finalizar a obra.

Questões relacionadas ao meio ambiente estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de Lages e, as indenizações pendentes às famílias atingidas estão sendo discutidas constantemente, por meio de reuniões entre os diretores e a comissão regional de atingidos.

A indefinição gera preocupação, especialmente para as 50 famílias que não podem investir nas próprias terras, nem seguir com suas plantações e criações de animais para garantir o seu sustento. Como a Engevix tem buscado há meses interessados na aquisição do empreendimento e, sem obter êxito a situação torna-se preocupante também ao poder público local. A prefeita de Vargem, Milena Andersen Lopes Becher (PR), reuniu-se por diversas oportunidades com diretores da empresa visando a retomada das obras e o seu funcionamento, que proporcionaria retorno financeiro ao município.

O presidente da associação dos atingidos pela barragem e vereador de Brunópolis, Cleiton Goss, relatou que algumas famílias seguem acampadas nas proximidades do canteiro de obras e que outras famílias foram despejadas, aguardando aquisição de área de terras, para que possam ser reassentadas.

“Os atingidos vão continuar mobilizados porque a maioria das empresas do setor hidrelétrico não têm preocupação com as questões sociais, só visam o lucro, tem que considerar que os atingidos não podem ser penalizados pelas condição que a empresa se encontra, devido aos atos que ela cometeu. Os atingidos não podem pagar esta conta,” finalizou Cleiton.

Prevista para operar com cerca de 135 megawatts em capacidade instalada, a hidrelétrica teve a concessão assinada em 20 de agosto de 2012, com prazo de 35 anos, as obras foram iniciadas em novembro de 2013 e estão temporariamente paralisadas.

A Usina São Roque

O empreendimento terá um reservatório de 4.537 hectares, entre os municípios de Vargem, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério, na Serra Catarinense.

O custo total do projeto foi estimado em R$ 700 milhões. É o maior investimento privado de Santa Catarina feito por uma única empresa – cerca de 60% dos recursos foram financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here