SC vai enviar bombeiros para combater incêndios na Amazônia

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Foto: Divulgação

Uma das 14 equipes de força-tarefa do Corpo de Bombeiros de Santa catarina aguarda o despacho para Secretaria Nacional de Segurança para embarcar em direção à Amazônia. Os 12 integrantes já escolhidos levarão kits de combate a incêndios florestais, compostos por tanques infláveis de água e um supressor que coloca um aditivo que faz extinguir o fogo com mais rapidez.

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) virá buscar os bombeiros de Santa Catarina, em data ainda não definida. Há possibilidade de levar viaturas, que poderiam embarcar em um modelo hércules. O mais provável, porém, é que sejam utilizados veículos já existentes no Norte.

Desde 2011, o Corpo de Bombeiros mantém equipes extraordinárias, como as que foram a Brumadinho (MG) e essa que irá a Amazônia. São 14 força-tarefas, totalizando 264 bombeiros preparados para essas operações especiais.

— Não interfere no atendimento normal da população catarinense — afirmou o comandante geral do Corpo de Bombeiros de SC, coronel Charles Alexandre Vieira, em entrevista ao Notícia na Manhã desta quarta-feira (28).

Na tarde de terça (28) o governador Carlos Moisés aceitou o pedido de ajuda feito pelo ministro da Justiça Sérgio Moro.​

Incêndios em Santa Catarina

O problema que ganhou proporção mundial na Amazônia também atinge, em menor escala, o Estado. Em Santa Catarina, houve 2 mil focos de queimadas em 2019, 12% a mais do que no mesmo período do ano passado, e 95% deles causados pelo homem.

— É um ano atípico. Está chovendo pouco em agosto e houve aumento no número de incêndios florestais, mas de pequeno porte. No final de semana, houve um foco preocupante na região do Rio Vermelho, acionamos equipe de força-tarefa, as aeronaves Arcanjo e Águia da Polícia Militar, e conseguimos debelar — explicou .

As características daquela região no leste da Ilha de Santa Catarina favorecem a propagação das chamas.

— O solo composto por materiais em decomposição fica aquecido em até dois a três metros de profundidade. É preciso alagar a área para que não volte — explica o comandante.

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