Faesc alerta agricultores para escassez de milho

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Foto: Divulgação

O agronegócio catarinense, um dos mais competitivos do mundo, se diferencia por adotar estratégias de longo prazo. Seguindo essa linha, o setor vê riscos no ano que vem em função da escassez de milho. Quem faz o alerta é o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), Enori Barbieri, que aponta duas razões: os problemas climáticos, incluindo seca, queimadas, atraso de plantio e queda na área plantada; e motivos econômicos, que pressionam o aumento das exportações porque o câmbio está favorável.

Na última safra o Brasil alcançou recorde na colheita de milho, com 101 milhões de toneladas, mas está exportando 40 milhões. Para Barbieri, isso resultará em falta de milho no país já no primeiro semestre do ano que vem. Além disso, 5 milhões de toneladas serão usadas para biodiesel no Centro-Oeste. Quem pode sofrer mais é Santa Catarina, que precisa comprar fora cerca de 4 milhões de toneladas/ano de outros Estados ou do exterior.

Barbieri diz que o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura, levará o assunto para a ministra, Tereza Cristina. O objetivo é propor um esforço do governo federal para fazer estoques reguladores.

Além disso, o vice-presidente da federação avalia que as pequenas agroindústrias poderiam se organizar para fazer importação em conjunto.

Vale lembrar que na crise de milho de 2011 e 2012, dezenas de frigoríficos quebraram em Santa Catarina.

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