Chega a quase mil nº de locais atingidos por manchas de óleo

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Foto: Divulgação

As manchas de óleo continuam sendo registradas em praias do litoral brasileiro. O petróleo cru já atingiu 907 localidades, segundo o mais recente balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), divulgado em 10 de dezembro.

Mais de três meses depois do surgimento dos casos, a origem da poluição ainda é desconhecida. Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), do Ibama, diz que “perdemos o timing” para encontrar o que causou o maior desastre ambiental do litoral do país.

Há registro de manchas de óleo nos 9 estados do Nordeste –Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e também no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

O Ibama mudou a metodologia para registrar os locais. Agora, o conceito de localidade utilizado pelo Ibama se restringe a uma área de até 1 km ao longo da costa. Portanto, uma praia com uma faixa de areia com 10 km possui 10 localidades. Isso fez com que houvesse um crescimento no número de locais atingidos em novembro e dezembro.

No Sudeste, a primeira mancha apareceu na praia de Guriri, litoral de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A informação é da Marinha, que só divulgou nota oficial em 8 de novembro, após confirmar que se tratava da mesma substância.

No Rio de Janeiro, fragmentos de óleo chegaram à Praia de Grussaí, em São João da Barra, no dia 22 de novembro. Análises já confirmaram que se trata do mesmo material que polui as praias do Nordeste.

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