Governador Moisés exonera secretário Carlos Hassler

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Carlos Hassler (Foto: Tiago Ghizoni/NSC Total)

O coronel Carlos Hassler não é mais o secretário de Infraestrutura do governo Carlos Moisés da Silva. Foi exonerado do cargo pelo ato 290, de 6 de fevereiro de 2020, já publicado no Diário Oficial de Santa Catarina. O secretário-adjunto Thiago Augusto Vieira foi nomeado para responder pela Secretaria durante a vacância do cargo.

Hassler divulgou uma resposta à “nota de repúdio” da Assembleia Legislativa. Teceu comentários sobre os incidentes que culminaram com a expulsão do deputado Valdir Cobalchini, do MDB, de seu gabinete, durante audiência com o prefeito de Pinheiro Preto, Pedro Rebuske, também do MDB.

Com dois pedidos de desculpas, o secretário lembrou as várias vezes em que atendeu deputados estaduais e não aceitou os termos da nota repudiando sua atitude diante do deputado Cobalchini.

A nota de Carlos Hassler tem o seguinte teor:

“Resposta à Nota de Repúdio da ALESC

Face aos recentes acontecimentos envolvendo o senhor Valdir Cobalchini, não poderia furtar-me de levar a essa Casa Legislativa os devidos esclarecimentos. Devo reconhecer que muito me causou espanto a Nota de Repúdio emitida e muito mais espanto ainda seu argumento.

Após um ano de idas e vindas de Parlamentares a meu gabinete, sabem vossas excelências que a todos recebi, não de portas abertas, mas de ouvidos atentos. Acredito e pratiquei que respeito à posição de representante do povo é receber a qualquer Parlamentar com o mesmo nível de atenção, independentemente de sua cor partidária, de seu gênero, raça, credo ou seja lá qual for a diferença existente em meio à nossa diversidade.

Senhoras deputadas, senhores deputados, vossas excelências sabem que a Nota de Repúdio não faz justiça ao tratamento que lhes dispensei em um ano de trabalho conjunto. Houve 01 (uma) ocasião em que não tratei de forma cavalheiresca um deputado que chegou a meu Gabinete, o que ocorreu há dois dias. Cometi o erro de responder com deselegância a uma atitude deselegante.

Como acredito que um erro não justifica outro, apresento minhas desculpas a essa Casa, caso algum parlamentar tenha se sentido ofendido com minha ação. Porém, não posso aceitar vossa Nota de Repúdio, tanto pelo acima exposto, quanto pelo fato de que ela foi construída sobre um ardil político. O senhor Cobalchini, por inúmeras vezes, foi muito bem recebido em meu gabinete no ano de 2019 e tem plena consciência que o ocorrido na última terça-feira, 4, foi um desentendimento pontual.

Transformar diferenças pessoais em crises institucionais é uma estratégia vil, que só presta um desserviço à comunidade e configura um ato de deslealdade para com seus eleitores. Concluo dizendo que a necessidade do convívio e muitas vezes do trabalho em conjunto para a solução dos problemas que afetam a comunidade catarinense desvendou-me um lado do trabalho dos integrantes do Poder Legislativo que, além do respeito inerente à função, permitiu a construção de um sentimento de admiração para com muitos parlamentares.

E é por causa deste sentimento que reitero meu pedido de desculpas àqueles que se sentiram desconfortáveis com o ocorrido, asseverando que os fatos de modo algum tiveram caráter amplo, mas foram adstritos a duas pessoas falhas, uma das quais não tem problemas em reconhecer seus erros publicamente e outra cuja arrogância não lhe impede de criar transtornos institucionais a fim de aplacar seu orgulho ferido.

Carlos Hassler, secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade”

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