Santa Catarina decreta calamidade pública após ciclone que atingiu mais de 100 cidades e deixou 9 mortos

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Estrutura de galpão colapsou com fortes ventos, matando três pessoas em Tijucas(Foto: Corpo de Bombeiros, Divulgação)

O Governo de Santa Catarina decidiu decretar estado de calamidade pública após a passagem do ciclone que causou estragos em mais de 100 cidades e deixou ao menos nove pessoas mortas. O fenômento foi registrado na terça-feira (30).

A decisão foi anunciada pelo secretário João Batista Júnior, da Defesa Civil. Segundo Batista, a intenção ao decretar situação de calamidade pública é ter mais agilidade para conseguir recursos para a recuperação dos prejuízos causados pelas tempestades e prestar ajuda humanitária às famílias atingidas.

— Tivemos uma situação que envolveu o estado inteiro, com prejuízos materiais públicos e privados, e com essa decretação se consegue agilizar os processos. Conversamos ontem com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, para que agilize os processos de repasse de recursos da União para questão de reconstrução — disse João Batista.

O secretário também adiantou que está prevista para a tarde desta quinta uma reunião com o fórum parlamentar catarinense, composto por senadores e deputados, onde será avaliado o envio de auxílio ao Estado.

As rajadas de vento provocadas pela passagem do ciclone nesta terça chegaram a 134 km/h. A tempestade atingiu praticamente todas as regiões do Estado. Segundo a última atualização da Defesa Civil, 122 cidades catarinenses registraram estragos. Mais de 1,5 milhão ficaram sem energia elétrica.

Ao menos nove pessoas morreram e uma segue desaparecida. Três das vítimas fatais eram trabalhadores que estavam em um galpão cuja estrutura colapsou com os fortes ventos na cidade de Tijucas, na Grande Florianópolis.

Mais duas pessoas morreram na mesma região, um homem em Santo Amaro da Imperatriz e outro em Governador Celso Ramos. Os outros óbitos foram registrados em Chapecó (1), no Oeste, em Ilhota (1), no Vale do Itajaí, Itaiópolis (1), no Norte catarinense, e Rio dos Cedros (1), também no Vale.

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