Prejuízos com ‘ciclone bomba’ em SC chegam a R$ 500 milhões, diz secretário da Defesa Civil

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Foto: Diorgenes Pandini, Diário Catarinense

O secretário de Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Junior, afirmou nesta quarta-feira (8) que os prejuízos públicos causados pelo ‘ciclone bomba’ na semana passada já chegam a R$ 500 milhões, segundo levantamento preliminar das prefeituras atingidas e do governo do Estado. Ele também afirmou que os recursos do governo federal para a reconstrução estão garantidos.

Em entrevista João Batista disse que “não haverá limite de valor” de recursos para a ajuda da União. Mais de 200 cidades registraram danos e 13 pessoas morreram durante a passagem do fenômeno.

— A palavra do secretário Lucas (Alexandre Lucas, secretário Nacional da Defesa Civil) é de que todos os municípios encaminhem seus pedidos, principalmente as maiores prioridades, que o governo federal nesse momento tem recurso para reconstrução para o Brasil inteiro e vai atender os nossos pleitos. Nós não temos um limite de valor.

O secretário também informou que metade dos R$ 30 milhões disponibilizados pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) foram liberados nesta terça-feira (7), e que o valor está sendo usado para assistência humanitária aos atingidos. Segundo ele, todos os municípios que solicitaram kits de assistência humanitária já receberam.

Conforme o secretário João Batista Cordeiro Junior, entre os itens mais distribuídos, estão telhas, itens de higiene pessoal, colchões e kits de limpeza para as residências. A entrega tem demorado entre 12 e 24 horas após a solicitação, informou João Batista. O secretário também disse que o governador Carlos Moisés solicitou à União linhas de financiamento para a reconstrução de empresas.

Novo ciclone deixa desabrigados

A formação de um novo ciclone na costa catarinense nesta semana voltou a causar prejuízos aos catarinenses. Segundo o secretário da Defesa Civil, fortes chuvas deixaram ao menos 68 pessoas desabrigadas na cidade de Praia Grande, no Sul catarinense, onde choveu cerca de 250 milímetros nas últimas horas.

— O trabalho não para, nós temos um ano bem atípico, nós tivemos essa questão da Covid-19, estiagem, vendaval, tornado e agora essa enxurrada muito grande no Sul do Estado, e muitas cidades com risco de deslizamentos nesse momento – afirmou o secretário.

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