Santa Catarina registra 621 mil adesões a programa de manutenção de emprego

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Foto: Salmo Duarte, BD

Os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus na economia já são bem conhecidos, mas os prejuízos para o mercado de trabalho poderiam ter sido ainda maiores sem a MP 936, que de medida provisória para manutenção de emprego e e renda virou lei. É praticamente consenso entre setores produtivos que as possibilidades de suspensão de contratos e redução de jornada e salários ajudaram a preservar empregos, mesmo com demissões em massa em algumas atividades.

Em Santa Catarina foram feitos, até o inicio desta semana, 621.711 acordos trabalhistas que preveem essas medidas, segundo dados do Ministério da Economia compilados pelo Observatório da Federação das Indústrias (Fiesc). Quase metade deste total (48,7%) veio da indústria, com 303 mil acordos. Na sequência aparece o setor de serviços (218.666, 35,2% do total), o comércio (87.326) e a construção civil (11.835). A agropecuária sentiu menos a crise e registrou apenas 802 acordos. Outros 82 não foram informados.

A adesão se refletiu também em um levantamento feito pela coluna, que elaborou um formulário com oito perguntas enviadas a empresas de diferentes segmentos da economia blumenauense – comércio, serviços, indústria e tecnologia, por exemplo. Setenta e nove companhias responderam. Das que informaram terem aderido à MP 936, 85% disseram que as medidas ajudaram a poupar postos de trabalho que, somados, somam cerca de 500 vagas.

O formulário ficou disponível entre os dias 14 e 22 de julho. A amostra é pequena, mas ajuda a ilustrar como a MP foi bem recebida em um momento delicado da economia. Tanto que 70% das empresas que responderam à pesquisa informaram que pretendem adotar a suspensão de contratos de trabalho e a redução de jornada e salário por mais tempo.

 

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