Região de Curitibanos em situação gravíssima por causa da Covid-19

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O número de regiões em risco gravíssimo para o contágio por coronavírus voltou a subir e passou de oito para 12 em Santa Catarina. Isso representa 75% de todas as 16 regiões de saúde estabelecidas pelo governo do Estado.

No balanço da semana passada, o Estado havia feito o movimento contrário, passando de 12 para oito regiões com risco gravíssimo. De acordo com o serviço de imunologia do Estado, o principal motivo foi a liberação de leitos de UTI, muitas delas causadas por mortes decorrentes da covid-19.

Esta semana, o risco de contágio do novo coronavírus foi elevado de grave para gravíssimo em cinco regiões: Alto Uruguai Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Xanxerê e Serra Catarinense, que engloba Curitibanos e demais municípios da Amurc.

O aumento de regiões em risco gravíssimo para o novo coronavírus aumenta também a preocupação com a ocupação dos leitos de UTI. Nesse quesito, o Estado tem 12 regiões na condição gravíssima e três no estado grave. Até esta terça-feira (11) a capacidade ocupada de leitos de UTIs em SC era de 83%.

A epidemiologista da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Cristina Willemann, alerta que se na semana passada o número maior de óbitos que causou liberação de leitos de UTI explicou a redução das regiões de risco gravíssimo de 12 para oito, nesta semana foi justamente o fato de não haver um número tão concentrado de mortes por covid-19 que fez o fator ocupação de UTI voltar a ser preocupante, elevando a classificação de risco dessas regiões novamente para a condição gravíssima.

Willemann afirma que a classificação mostra que o Estado ainda vive uma franca expansão da pandemia, o que exige todos os cuidados de isolamento social para tentar conter o contágio da doença. Ela reforça que as aglomerações vistas no Dia dos Pais não ajudam no desafio de conter o coronavírus e diz que essas reuniões podem refletir nos números da próxima semana.

O mapa é elaborado pela Central de Operações de Emergência em Saúde (Coes), com base em critérios como índice de isolamento social, testagem e isolamento de casos, fluxo de assistência e ampliação de leitos.

Isolamento também em nível gravíssimo

Ainda de acordo com o boletim divulgado pela Fecam nesta quarta-feira (12), praticamente todas as regiões de saúde estão no nível gravíssimo com relação ao isolamento.

“Houve uma leve redução de 3,58% na quantidade de casos ativos de uma semana para outro, passando de 10.955 para 10.563, entretanto, essa mudança não reflete na diminuição da gravidade das regiões”, informou.

São vários os indicadores analisados semanalmente para classificar o risco de contágio da doença nas regiões de saúde, como velocidade de transmissão, taxa de isolamento social e a situação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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