Estiagem avança e o governo amplia ajuda às regiões atingidas

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Principal manancial de Chapecó, o lajeado São José está praticamente seco(Foto: NSC TV, Reprodução)

A falta de chuvas ideais em função do fenômeno climático La Niña levou o governo do estado a ampliar investimentos para ajudar as regiões atingidas pela estiagem, principalmente propriedades rurais de diversas regiões de Santa Catarina. Nesta segunda-feira, o executivo estadual solicitou apoio da Assembleia Legislativa para realocação de R$ 3 milhões doados ao estado para que sejam destinados a soluções para atendimento aos atingidos pela falta de chuvas. Segundo a Epagri, empresa agrícola e de extensão rural do estado, mais de 2.000 propriedades rurais do Oeste enfrentam falta de água.

O chefe da Casa Civil do estado, Ricardo Miranda Aversa, e o chefe da Defesa Civil, Aldo Baptista Neto, tiveram uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa (Alesc), Júlio Garcia, e o deputado estadual Onir Mocellin, para falar sobre o novo destino dos R$ 3 milhões doados pela Alesc. O Poder Legislativo já havia feito uma doação maior anteriormente, já tendo destinado R$ 15 milhões para atender as regiões da seca. Incluindo os R$ 24 milhões liberados pelo estado, os recursos somam R$ 42 milhões.

Segundo o engenheiro-agrônomo Haroldo Elias, da Epagri/Cepa, as regiões mais atingidas são o Extremo-Oeste, Oeste, Meio Oeste e Planalto Sul. Diversas propriedades rurais estão com falta de água para suínos, aves e também para a agricultura. As grandes agroindústrias – BRF, Seara e Aurora – estão levando água a propriedades rurais com caminhões pipa, mas não é suficientes. Até o momento, as perdas maiores da produção agrícola são no milho silagem.

– Nosso último relatório informa que as perdas no milho silagem, no estado, estão perto de 10%, mas o próximo deverá relatar perdas de 30% nessa cultura. Há propriedades que perderam mais de 70%. Quem plantou mais cedo, no Vale do Rio Uruguai, por exemplo, ficou até 20 dias sem chuva – observa Elias.

O problema afeta também a plantação de milho para grãos, mas é menor porque o plantio está no começo. O engenheiro-agrônomo explica que o milho silagem é fundamental para a alimentação animal e para produção de leite no Oeste catarinense. São cultivados 220 mil hectares que rendem de 40 a 50 toneladas por hectare, somando 8,8 milhões de toneladas/ano, especialmente para a alimentação animal no inverno.

A Epagri tem equipes em todo o estado que monitoram a situação e informam onde estão famílias rurais com mais dificuldades para enfrentar a falta de chuvas. O problema começou em meados do ano passado, em menor escala, mas tingiu um pouco a última safra de grãos.

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