Baixo preço e maior custo de plantio reduzem safra de milho em SC

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Foto: Divulgação

O plantio de milho em Santa Catarina terá redução de aproximadamente 20% na próxima safra, segundo estimativas de lideranças do setor.

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola ainda está levantando dados, mas entidades como a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) já fazem previsões de redução da área plantada.

 

A queda é resultado de dois fatores. Um deles é o custo de produção. Enquanto o plantio de milho exige R$ 3,2 mil de investimento, a soja demanda menos da metade, R$ 1,2 mil.

Outro motivo é o baixo preço do milho, de R$ 23,50 a saca de 60 quilos em Chapecó, contra R$ 59,50 da saca de soja. O cereal tem maior produção por hectare, mas se torna atrativo apenas quando o preço fica próximo da metade do valor da soja.

 

Entidades estudam união com Argentina e Paraguai

No ano passado, o preço da saca de milho chegou perto de R$ 50 para o produtor e quase R$ 60 para a indústria. Os agricultores se animaram e aumentaram a área de milho em 8% no Estado, investiram mais para aumentar a produtividade e a produção cresceu 20%, passando de 2,7 milhões de toneladas para 3,2 milhões. Porém, com o aumento, o preço despencou e agora a previsão é de redução de plantio nos três Estados do Sul.

Como Santa Catarina tem pouca área para plantar, cerca de 1 milhão de hectares, sendo que 400 mil foram destinados para o milho no ano passado, produtores e indústrias da carne são obrigados a buscar o grão fora do Estado. A alternativa é trazer do Mato Grosso, mas a despesa com o frete chega a ser até maior do que o custo do produto. Por isso, entidades do setor estão buscando uma alternativa de trazer o cereal do Paraguai pela Argentina. A economia com a manobra, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, seria de até 70%.

Amanhã, haverá uma reunião de prefeitos e lideranças do Mercosul em Major Otaño, no Paraguai. Lá será tratada a possibilidade de atravessar o milho em barcas pelo Rio Paraná, até Eldorado, na Argentina, e depois seguir de caminhão por Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense.

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