Nova espécie de planta é encontrada no Parque Nacional de São Joaquim

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Foto: PELD-BISC/ Divulgação

Uma nova espécie de planta denominada de Delairea aparadensis foi encontrada no Parque Nacional de São Joaquim, na Serra Catarinense, uma área muito rica em biodiversidade, por pesquisadores do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração – Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC).

De acordo com Luís Funez, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que faz parte do projeto, o que mais chama atenção na planta é a folhagem, que tem formato triangular. A planta Delairea aparadensis teve a descoberta confirmada pela revista científica especializada “Phytotaxa”.

A espécie é mais parecida com um gênero africano se comparada com outras plantas da América do Sul, segundo o pesquisador.

Funez explica que não existe outra espécie de planta nessa região, ou mesmo em Santa Catarina, que tenha uma folha com esse formato, por isso é mais semelhante a um gênero nativo da África.

“A maior possibilidade é que seja uma mera semelhança na aparência delas, mas a origem é completamente diferente. Nós acreditamos que seja um gênero novo de planta, ainda não descrito. Revisamos vários herbários, que são coleções de coletas de plantas, muitas vezes do século passado, e ninguém coletou isso até agora. É o primeiro registro da planta no mundo”, explica o pesquisador.

Planta parasita de raízes

Além dessa nova planta encontrada recentemente, em 2020, a equipe do projeto descobriu uma espécie nova de planta parasita de raízes.

A Prosopanche demogorgoni vive a maior parte do tempo embaixo do solo e apenas aparece em cima da terra no período de floração.

Espécies raras da Serra catarinense

O pesquisador destaca que o projeto de longa duração feito em Santa Catarina engloba várias áreas da biologia. Além de plantas, a equipe descobriu várias espécies novas de fungos e até animais.

Segundo Funez, cerca de um quarto das espécies descobertas são extremamente raras, que só ocorrem em ambientes altos, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ele destaca a importância de estudar as espécies de conhecer a biodiversidade da região.

“Essas descobertas são muito importantes, tanto para conhecer o patrimônio biológico que nós temos e então preservá-lo, já que ninguém preserva o que não conhece, tanto para saber como essas espécies novas podem ser úteis para o ser humano. Todo ecossistema saudável com essas espécies habitando nele nos fornecem água limpa, nutrientes e ar respirável, porque eles absorvem a poluição que a gente lança no planeta”, disse Funez.
Além dos benefícios ecológicos, o pesquisador explica que as plantas podem ser utilizadas como espécies alimentícias e forma ornamental. Além disso, podem conter compostos medicinais e até serem usadas como tratamentos para doenças.

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