Projeto da Udesc quer recuperar 262 hectares da Floresta com Araucárias na região

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Foto: Divulgação/Udesc

O Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages está envolvido num projeto que visa à restauração de 262 hectares da Floresta com Araucárias, nas regiões da Serra e Meio-Oeste Catarinense. Idealizado pela Fundação Certi, em parceria com a Fundação Grupo Boticário, a iniciativa Araucária+ concebeu o projeto “Mais Floresta com Araucárias”. O objetivo é regenerar esses espaços, que são parte do bioma Mata Atlântica, hoje reduzido a menos de 3% da cobertura original. O plantio de mudas teve início em maio.

O projeto é conduzido em parceria com o Laboratório de Propagação e Melhoramento Florestal (Lapromef) da Udesc Lages, juntamente com o Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Laboratório da Udesc atua na produção, distribuição e plantio das mudas

A participação da universidade engloba múltiplas ações de ensino, pesquisa e, principalmente, de extensão, por meio do contato direto com os produtores rurais, que são o principal elo do trabalho, pois são nestas propriedades que ocorrem os plantios de mudas. A equipe do Lapromef da Udesc Lages realiza a coleta, processamento, beneficiamento e germinação de sementes, é responsável pelo processo de produção de mudas e atua diretamente no apoio às ações realizadas para a distribuição e plantio das mudas produzidas, contribuindo com informações e troca de conhecimento com os produtores rurais participantes do projeto.

Para isso, a universidade foi contemplada com recursos para a implantação de uma casa de vegetação de 250 metros quadrados de área construída, além de receber uma bolsa de mestrado e bolsas de graduação, por um período de quatro anos, tempo equivalente à vigência do projeto. Segundo o professor Marcio Carlos Navroski, coordenador do projeto na Udesc, este trabalho “vai contribuir para a sociedade na recuperação de áreas degradadas e/ou abandonadas, muitas vezes vistas como um problema sem solução pelos produtores rurais, gerando benefícios ambientais por meio da conservação de nascentes, cursos de água e do meio ambiente como um todo”.

Para a engenheira florestal Mariane de Oliveira Pereira, pesquisadora na Udesc Lages, este novo olhar para as pequenas propriedades rurais na conservação da Floresta com Araucárias vai beneficiar de maneira significativa os produtores, “fazendo com que se sintam mais responsáveis e envolvidos com a sua área, gerando renda e benefícios diretos e indiretos para as suas famílias e para a comunidade da região onde estão inseridos”.

Plantio atinge 1,3 mil mudas das 50 mil previstas

Na primeira etapa do projeto, de maio a junho de 2021, foram plantadas 1,3 mil mudas de espécies da Mata Atlântica – como araucária, goiabeira-serrana, bracatinga e araçá-vermelho – em duas propriedades rurais parceiras, nos municípios de Urupema e Urubici, na Serra Catarinense.

“É evidente a necessidade de se preservar a araucária e nossas matas, pela importância significativa para a manutenção dos rios da região”, afirmou Júlio César Santos, produtor rural participante do projeto em Urupema, e, também, professor aposentado da Udesc Lages. Até o final de 2022, o objetivo é realizar o plantio de 50 mil mudas nativas com interesse comercial, social e ambiental e concluir a restauração dos 262 hectares da Floresta com Araucária, na Serra e Meio-Oeste.

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