A espera de uma família de Caçador por justiça chegou ao fim. Depois de mais de três anos, um homem que matou a ex-companheira com um tiro na cabeça por não aceitar o fim do relacionamento, causando sofrimento a muita gente, foi condenado por homicídio e terá que cumprir 27 anos e seis meses de reclusão, não podendo recorrer em liberdade. No primeiro Tribunal do Júri, realizado em julho de 2022, os jurados haviam desclassificado o crime para lesão corporal, em uma decisão contrária às provas dos autos, o que levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a pedir a anulação da sessão.
O novo julgamento aconteceu nesta terça-feira (16), no fórum da comarca. Coube ao Promotor de Justiça Wallace França de Melo a tarefa de conduzir a acusação, apresentando as provas coletadas ao longo do processo ao novo conselho de sentença.
Desta vez, todas as teses do MPSC foram acolhidas, o que significa que a denúncia foi aceita integralmente. Assim, o feminicídio, o motivo torpe e o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima foram reconhecidos como qualificadoras, o que agravou a pena.
O descumprimento de uma medida protetiva e o fato de o crime ter sido cometido na frente de um dos filhos também resultaram no aumento do tempo de condenação, conforme prevê o Código Penal.










