Os moradores das comunidades de Curitibanos e São José do Cerrito que terão suas propriedades alagadas pela PCH Canoas, tiveram o estudo de impacto ambiental apresentado através de duas audiências públicas que foram realizadas nestes dias 27 e 28 de fevereiro, na Vila Santa Catarina (Cerrito) e em Santa Cruz do Pery (Curitibanos).
O empreendimento que tem um investimento previsto de R$ 170 milhões e deverá ser executado pela multinacional norueguesa Statkraft, ficará localizado no Rio Canoas entre os municípios de Curitibanos e São José do Cerrito e está projetada para ter uma potência instalada de 30 MW.
Gerente de meio ambiente da empresa, que tem sede em Florianópolis, Fabiana Fioretti concedeu entrevista a nossa reportagem e falou sobre mais esta etapa do processo.
O cronograma de implantação do empreendimento é de 24 meses, a partir da liberação da licença de instalação. A expectativa é que 180 empregos sejam gerados durante o pico da obra. Ainda não há um prazo para que a obra tenha inicio e até que o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) conceda a Licença de autorização muita água “deixará de passar pelas futuras turbinas”, isso porque o lago da nova PCH deverá chegar até a Usina Pery, já existente no Rio Canos e que é administrada pela Celesc.
Diretor de Regulação e Jurídico da Celesc esteve na audiência desta quarta-feira, em Santa Cruz do Pery, e também conversou conosco sobre a situação.
Presente no Brasil desde 2009, a norueguesa Statkraft tem forte presença no setor de geração de energia renovável. São 19 ativos em operação nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste e uma capacidade instalada de 450,7 MW.
Em novembro, a empresa anunciou acordo para adquirir a espanhola Enerfín. O negócio, de 1,8 bilhões de euros, incluiu nove parques eólicos e outros projetos em construção no país.










