Neste último final de semana, nos dias 02 e 03 de março, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) promoveu reuniões com as famílias atingidas pela Usina Hidrelétrica de São Roque. O objetivo foi debater coletivamente os próximos passos na luta que já se estende por mais de uma década.
Após o recente alagamento do reservatório e o início da operação da Usina, um novo grupo de famílias foi atingido, somando-se a casos anteriores de indenizações pendentes e direitos não reconhecidos pela empresa responsável.
Três reuniões foram realizadas nas comunidades: Glória (São José do Cerrito), Ramo Verde (Brunópolis) e Nossa Senhora das Graças (Curitibanos), com a participação de aproximadamente 150 famílias.
Durante as reuniões, foram decididas as principais ações a serem tomadas:
Prosseguir na reivindicação dos 10 pontos de pauta pendentes junto à empresa, abordando questões como regularização das novas propriedades, iluminação pública, acesso à energia elétrica, estruturas públicas nas comunidades atingidas, lucros cessantes, balsa e estradas públicas, prejuízos financeiros devido ao enchimento do lago, atualização dos jovens produtores, pendências de indenização, acesso à água, e recuperação do lago e do entorno do reservatório.
Exigir a implementação de um Comitê local para dar continuidade às negociações, envolvendo órgãos públicos e a participação ativa das comunidades atingidas, em consonância com o Artigo terceiro da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB).
Demandar um prazo para resposta sobre a marcação de uma nova reunião com a empresa e os órgãos competentes, por meio da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, até o dia 8 de março.
Cristiane Macalli, coordenadora do MAB e atingida pelos impactos, afirmou que as famílias atingidas estão decididas a permanecer unidas na defesa de seus direitos.










